Torcida do Rio Branco reclama de agressão de policiais na comemoração do tÃtulo
No momento máximo de alegria da torcida capa-preta, que foi campeã neste sábado (05), no Engenheiro Araripe, depois de 24 anos, um fato grave manchou as comemorações do tÃtulo. No final da partida, torcedores que queriam invadir o campo para comemorar com os jogadores a vitória, foram impedidos e agredidos pela PolÃcia Militar.
Segundo César Costa, presidente do Comando Alvi-Negro do Rio Branco (CAN), os policiais que faziam a segurança do jogo usaram de força desproporcional para conter o avanço da torcida. “Nós até estamos acostumados a tomar ‘porrada’. O problema são as crianças e as mulheres que estavam lá e sofreram também”, lamenta.
Costa relata ainda que faltou bom senso no uso das armas com balas de borracha e do spray de pimenta. O comandante da torcida capa-preta reclama do fato de que em todas as finais dos campeonatos disputados no EspÃrito Santo, a torcida teve acesso ao gramado.
O vice presidente da maior torcida organizada do Brancão, Israel Magnago, afirma que a PolÃcia Militar do EspÃrito Santo é despreparada. “Os policiais deram tiros (de borracha) e usaram spray para onde tinha torcedor. Eu vi crianças, idosos e deficientes fisicos sofrerem com a ação. Ainda presenciei um cão da PM, da raça Rottweiler, morder um senhor de aproximandamente uns 60 anos. Eles eram inocentes. A polÃcia capixaba não tem preparo para atuar nos estádios”, critica.

Israel ainda disse que sofreu um grave corte na mão. “Fui preso ao tentar invadir o campo. Quando me liberaram, um policial me empurrou da escada e sofri um corte profundo na mão. A sorte foi que a equipe médica do Rio Branco me atendeu no local e fez um curativo”, conta.
O outro lado
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da PolÃcia Militar afirmou que os policiais presentes no Engenheiro Araripe estavam cumprindo ordens, e que as ferramentas usadas na contenção (spray de pimenta e armas com balas de borracha), foram necessárias para impedir o avanço da torcida sobre o campo.
Desportiva
Proprietária do Engenheiro Araripe, a Desportiva afirmou que não foi ela quem deu a ordem para a torcida não invadir o campo. “De jeito nenhum, não fomos nós. Somos responsáveis pela limpeza e pela segurança no estádio, mas não demos ordem nenhuma. Inclusive eu achei que os portões seriam abertos para as duas torcidas”, explica Silvério, dirigente do clube grená.
Vitória
Antônio Perovano, diretor de futebol do Vitória, finalista do campeonato, também disse que a ordem não partiu dele. “O jogo não tinha mandante. Dividimos a renda com o Rio Branco inclusive, mas não fomos nós que proibimos o avanço da torcida”, afirma.
O dirigente alvianil lembrou ainda que, mesmo não tendo relação com o ocorrido, achou bom que a torcida não invadisse o campo. “Dessa forma podemos fazer a premiação da forma correta”, explica. Já MurÃcio Duque, presidente do Rio Branco, afirmou que não viu a confusão e não quis se manifestar sobre o assuno.
Fonte: Gazeta On Line


